21 de março de 2022 Banco de cases

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Em breve, a startup planeja lançar sua plataforma no metaverso, possibilitando que os varejistas tenham suas próprias lojas em um ambiente totalmente virtual

Sobre a R2U

Caio Jahara, CEO e fundador da R2U, se considera um empreendedor desde a juventude. Ele criou a startup de Realidade Aumentada (RA) em 2016, após entrar em contato com a tecnologia 3D em um programa para desenvolvedores da Microsoft. “Em 2014, larguei a Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP) para me tornar sócio de uma startup que era a maior rede de anúncios na América Latina na época. Fiquei até o fim de 2015 e, em 2016, fui selecionado para participar do Developer Program do Microsoft Hololens. Após experimentar essa nova forma de interagir, tive certeza de que isso seria o futuro e fundei a R2U”, conta Jahara.

Pioneira na implementação da interação 3D às vendas, a R2U tem como foco empresas do varejo e em sua lista de clientes constam grandes nomes como Electrolux, Flexform, Leroy Merlin e Mobly. O objetivo da ferramenta desenvolvida pela startup é aplicar a tecnologia aos sites das marcas, possibilitando que o cliente visualize o produto desejado em detalhes, sem sair de casa. Ou seja, o consumidor pode colocar um móvel, eletrodoméstico ou qualquer outro objeto virtualmente no espaço em que ele ocupará em sua casa e ainda interagir com suas cores, texturas e modelos.

Atualmente, a empresa conta com profissionais de três principais áreas: comercial, operações 3D e produto. Em dezembro de 2019, recebeu um aporte de US$800 mil em uma rodada de investimento liderada pela firma de ventures capital Canary, fato que impulsionou o desenvolvimento da solução. Segundo Jahara, o processo de criação é complexo e demanda designers especializados. “Nosso time de operações 3D é responsável pela criação da imagem dos produtos que irão para os sites, logo, é formado por artistas especialistas neste tipo de design e por gestores de qualidade e projetos. Os clientes nos encaminham fotos com as texturas, as cores e as dimensões das peças. Então, nossos artistas os reproduzem em 3D com todos esses detalhes. Os resultados são revisados pelos clientes, que podem solicitar adequações antes da finalização.”

Aplicações possíveis

A solução desenvolvida pela R2U parece simples, mas combina uma série de tecnologias sofisticadas. Jahara afirma que a startup é a primeira a aplicar a webAR, mecanismo capaz de analisar um fluxo de vídeo em tempo real no navegador da web, ao mercado varejista do Brasil. No momento, a empresa oferece três opções de visualização de objetos, cada uma com uma experiência única: o Visualizador 3D, o Customizador 3D e a Realidade Aumentada. Na opção mais básica, o cliente pode interagir com a peça, movendo-a conforme desejar. A ferramenta intermediária permite ao consumidor customizar a imagem 3D do produto desejado, visualizando suas características de maneira detalhada. Já a Realidade Aumentada, a mais completa das três visualizações, possibilita que a pessoa posicione o objeto em um local específico da sua casa utilizando a câmera do próprio smartphone.

“Imagine nunca mais comprar um móvel ou um objeto que não caiba nos cômodos da sua casa, ou que não combine com a sua decoração. Imagine comprar um sofá [pela internet] e entender a textura do tecido em detalhes e a cor com fidedignidade. Este é o tamanho do impacto da tecnologia."

Caio Jahara, CEO e fundador da R2U

Sobre o cliente e o desafio

Ao longo do último ano, a R2U trabalhou com a Mobly, empresa especializada em móveis. Por meio da criação de versões 3D dos produtos da marca, disponibilizadas diretamente no site da companhia sem a necessidade de aplicativos, foi realizado um teste A/B para entender os resultados da aplicação. Esse tipo de testagem mede o alcance e a satisfação dos visitantes do site e consiste em dividir o tráfego de uma determinada página em duas versões: a atual e a que apresenta as alterações propostas aplicadas. Assim, é possível medir qual das versões apresenta maior taxa de conversão e retenção de acessos. “Juntamente ao time da Mobly, nós trabalhamos na integração da tecnologia no e-commerce [da empresa], buscando proporcionar a melhor experiência possível ao consumidor. O nosso foco está na facilitação do relacionamento entre a indústria, o varejo e seus consumidores, por meio da adoção de tecnologias de ponta”, conta Jahara.

Resultados obtidos

O resultado da parceria foi positivo. Após a implementação da Realidade Aumentada nas páginas selecionadas, a Mobly obteve um aumento de 80% na conversão de leads em clientes, e um crescimento de 115% no tempo de retenção dos visitantes no site. Para o CEO, os números alcançados refletem o sentimento de encantamento promovido pela tecnologia em quem interage com o produto em 3D pela primeira vez. “Nossa equipe uniu forças com o time do cliente para não apenas destacar esses números, mas interpretá-los considerando o contexto em que atuam. Na R2U, trabalhamos de forma integrada para oferecer a melhor experiência pensando no sucesso de todos e cultivamos canais de comunicação que conferem proximidade [com o cliente e o consumidor]. Isso garante agilidade de implementação e evita falhas que atrasam o projeto para que, ao final, todos saiam ganhando.”

De olho no futuro

Além da inserção do mercado varejista no âmbito da interação 3D, a R2U está desenvolvendo uma plataforma de metaverso específica para esse setor. O metaverso é um mundo virtual em que as pessoas poderão interagir, jogar e fazer compras por meio de avatares digitais, de forma totalmente imersiva. Tecnologias como Realidade Virtual Aumentada, redes sociais e criptomoedas são os principais pilares desse universo, que tem gigantes como Disney, Meta, Microsoft e Nike como investidores.

O projeto da startup ainda será oficializado no mercado e tem como objetivo possibilitar que os varejistas tenham suas próprias lojas em um ambiente totalmente virtual. Segundo Jahara, os consumidores poderão, por meio da plataforma, comprar produtos no mundo real e obter certificados digitais, estabelecidos via blockchain, referentes aos bens adquiridos para serem usados no metaverso. “Nosso foco está em criar experiências para os metaversos existentes, desenvolvendo desde a estratégia até a mensuração de resultados, passando pela conceituação das ações, gamificação, criação de NFTs, construção das estruturas em 3D dentro dos metaversos, entre outras coisas. Em breve, anunciaremos mais detalhes sobre esses planos.”

Para o empreendedor, as oportunidades e aplicações para Realidade Aumentada no varejo brasileiro estão apenas começando, e as chances de crescimento são muito significativas. De fato, os números da startup são promissores: a R2U cresceu duas vezes e meia em receita no ano passado e a expectativa é crescer o triplo em 2022. “Neste ano, com as tecnologias 3D e a Realidade Aumentada ganhando muita força depois que o Facebook mudou o seu nome para Meta, acredito que é o momento perfeito para que a indústria digitalize cada vez mais os seus produtos”, completa.

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