Grandes Empresas e Startups um Casamento de Interesse - Liga Ventures

Aceleradoras, incubadoras, venture capital, seed money. Familiares ao mundo dos investimentos, essas palavras estão sendo incorporadas cada vez mais ao mercado de consumo tendo em vista o aumento do número de projetos envolvendo grandes empresas e startups no Brasil e no mundo.

Ainda que o objetivo de companhias como Mondelēz, L’Oréal, Natura, Nestlé, Bradesco, Itaú e outras não seja encontrar o próximo unicórnio – empresas avaliadas em mais de US$ 1 bilhão – e sim trazer inovação aos seus negócios, projetos envolvendo startups sempre podem estar gerando um gigante do futuro.
A pedido de Meio & Mensagem, a Sonne Consultoria fez um levantamento dos projetos envolvendo grandes empresas e startups e suas principais características. De acordo com Maximiliano Tozzini Bavaresco, sócio da Sonne Consultoria, as empresas ganham ao se aliar a startups porque geram novas possibilidades de negócios, conceitos, produtos e serviços capazes de atender às demandas de um mercado em transformação. Já as startups podem utilizar um ambiente real de dados de mercado para simulação e teste de ideias. “Elas também têm acesso a líderes e mentores capazes de prestar valiosa orientação do planejamento estratégico à implementação de seus projetos”, afirma Max.

“Os projetos são mais bem sucedidos quando você coloca grandes empresas e startups juntas”, diz Renato Valente, country manager da Telefonica Open Future. O Open Future é responsável pela Wayra, incubadora de startups localizada na sede da Vivo, em São Paulo. “Colocar grandes empresas em contato com empreendedores é um desafio nosso e isso é uma relação de ganha-ganha na medida em que temos o acesso dos empreendedores ao mercado e o acesso das empresas à inovação e novos modelos”, diz Valente.
A Wayra, por exemplo, é uma das parceiras do projeto Digital Accelerator da Mondelēz que leva os seus 14 times de marcas a formarem duplas com Spotify, Waze, BuzzFeed e outras plataformas para desenvolverem projetos de mídia. “Não estou concorrendo com marcas semelhantes às minhas, mas com qualquer plataforma que possa disputar a atenção dos consumidores”, diz Maria Mujica, diretora de marketing Latam da Mondelēz ressaltando a importância de buscar inovação no mercado.
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Outras empresas de consumo vêm anunciando ou ampliando projetos voltados à inovação. A Nestlé lançou recentemente a [email protected]é, uma plataforma de inovação aberta. “Será o principal programa colaborativo global da empresa”, diz Pete Blackshaw, vice-presidente de digital da Nestlé. Em junho deste ano, a Kellogg´s anunciou o Eighteen94 Capital, fundo de US$ 100 milhões que fará investimentos em projetos iniciantes. “O investimento inclui startups que estão se destacando na criação de novos ingredientes, alimentos, embalagens e tecnologias”, afirmou a Kellogg´s em comunicado. Em maio, a Natura colocou no ar uma plataforma online cujo objetivo é permitir diálogo direto entre a companhia e as mais de 4,1 mil startups registradas no Brasil. No mesmo mês, a L’Oréal anunciou parceria com a Founders Factory, uma aceleradora e incubadora de negócios.

Fonte: Proxxima

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